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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cinco perigos nas mídias sociais para as empresas

Plataformas sociais como Twitter, Facebook e LinkedIn são cada vez mais usadas por empresas interessadas em aprimorar a comunicação com seus clientes, engajá-los ou mesmo reforçar a imagem que eles têm da marca.
No entanto, quando esses portais são utilizados em um contexto corporativo, não é só uma questão de colecionar amigos, avaliações positivas ou sinais de curtir. Quando mal elaborada e gerenciada, a estratégia social pode virar-se contra a empresa, seja devido a danos causados à sua reputação, seja por causa de informações confidenciais vazadas.
As redes sociais têm tirado o sono das empresas. A Panda Security divulgou em março o 1º Índice Anual de Risco em Redes Sociais de PMEs e identificou que 78% das companhias pesquisadas utilizam ferramentas como Facebook, Twitter e LinkedIn para apoiar a estratégia dos negócios.
No entanto, observou-se que muitas ignoram a necessidade de um plano específico de gestão de crises [provocadas pelas redes sociais], que abrigam três grandes focos de riscos: segurança, privacidade e legitimidade.
Os resultados do levantamento mostram que o Facebook é o maior responsável pelas infecções de malware (71,6%) e violações de privacidade, com 73,2%. O YouTube ocupa a segunda colocação, respondendo por 41,2% e o Twitter, na sequência (51%).
Nas companhias que relataram perda econômica por causa de violações de privacidade por parte dos funcionários, o Facebook foi novamente o  , apontado por 62%.
Os principais riscos das mídias sociais, indica o estudo, incluem roubo de identidade, infecção e vulnerabilidade da própria ferramenta. Uma das ações que podem evitar que esses problemas afetem a companhia é seguir práticas recomendadas de gestão de senhas com alteração regular e combinação de caracteres alfanuméricos.
URLs encurtadas, serviços oferecidos por sites como migre.me e bit.ly e amplamente usados nas mídias, também são prato cheio para inserção de vírus e outros tipos de infecções. A Panda identificou ainda que 77% dos colaboradores utilizam redes sociais durante o horário comercial. Situação que pode gerar o compartilhamento de informações confidenciais.
Esse foi um ponto levantado também por Vendramini, da Symantec. "Um funcionário diz para um amigo no Twitter que está trabalhando até mais tarde, pois haverá o lançamento de um produto na próxima semana. Sem se dar conta, ele acaba de revelar uma informação confidencial", diz.
Como fazer para evitar esse tipo de situação? Conscientização. Ou, então, sugere Antunes, da McAfee, estabelecer que tipo de informação pode ser abordada nas redes ou ainda permitir o acesso a determinadas áreas, geralmente as que precisam ter mais contato com os consumidores. "Varia muito de empresa para empresa", avalia.
É preciso pensar antes de dizer não. "Isso porque o usuário vai buscar algum caminho para driblar as regras e essa ação pode ser mais perigosa do que permitir e controlar", observa Antunes.
Foi pensando na maior proteção do ambiente após a chegada de soluções móveis e redes sociais que a Granado, atuante do setor farmacêutico e de cosméticos, decidiu ampliar a segurança. "Somos uma empresa centenária, mas apostamos sempre em tecnologias como diferencial competitivo", diz Plínio Bellas, gerente de TI e Telecom da Granado.
O executivo afirma que a TI identificou que quanto mais aumentavam os bloqueios, mais recebia reclamações por parte dos usuários. "Levamos tempo para criar um equilíbrio entre as necessidades dos colaboradores e a segurança corporativa", completa.
Em 2008, a companhia, que possui perfis ativos no Twitter, Facebook e ainda mantém um blog, chegou a um consenso. "Habilitamos os dispositivos móveis [60 no total] para a diretoria e algumas gerências. O acesso é controlado via firewall por meio de VPN criptografada", afirma Bellas.
Já as redes sociais são permitidas para os times de marketing e criação e designer. A escolha não foi ao acaso. Esses setores promovem campanhas, ações e pesquisas de imagem das marcas nas redes e têm esses canais como ferramenta de trabalho.
Antes, dispositivos móveis, acesso a redes sociais e e-mails externos eram proibidos. "Mas com o avanço da comunicação móvel e das tecnologias de segurança, tivemos de nos adaptar às necessidades do mundo digital, que é altamente dinâmico", pontua Bellas. Depois da adoção de plataformas de segurança, a Granado obteve maior controle de conteúdo.
Eis os cinco principais fatores com os quais as companhias devem se preocupar ao entrarem no mundo das mídias sociais.
1:: Aplicativos 
A ascensão das redes sociais está intimamente ligada à revolução da computação móvel, que deu a largada para o rápido desenvolvimento de aplicativos para smartphones. Naturalmente, os funcionários de sua empresa baixam um monte deles, tanto em seu próprio celular quanto no do trabalho, porque, bem, eles podem.

No entanto, alguns programas podem prometer uma coisa e entregar outra. No começo de março, a Google removeu de seu Android Market mais de 60 aplicativos que carregavam códigos maliciosos. Alguns deles eram programados para roubar dados pessoais e repassá-los a um terceiro ou mesmo para destruí-los.
Sim, justamente aquele jogo que prometia ser melhor do que Angry Birds.
2:: Engenharia social
Não é de hoje o surgimento de golpistas, mas a Internet se tornou o local favorito de atuação deles. Ela, afinal, facilita a busca por vítimas de coração mole, que possam se simpatizar por causas como... A crise financeira da família real nigeriana.

As redes sociais deixaram a vida dos malandros ainda mais tranquila. E por dois motivos: Primeiro, eles não precisam chutar no vazio, já que as pessoas nunca compartilharam, voluntariamente, tantas informações pessoais como hoje. Segundo, plataformas sociais encorajam os usuários a confiar em pessoas que nem sequer conhecem. Daí é só um passo para que o funcionário caia em um golpe, tenhas as senhas roubadas, e consequentemente, perca e-mails confidenciais enviados pela empresa.
3:: Redes sociais
Às vezes os hackers vão diretamente à fonte, injetando códigos maliciosos na própria rede social, seja numa propaganda, seja a partir de um aplicativo.

No Twitter, links encurtados – muito populares no serviço por conta da limitação de 140 caracteres por mensagem – costumam ser usados para enganar internautas, que podem ter seus computadores invadidos ao clicarem onde não deviam. Essa rede social favorece tal método, pois uma mensagem é facilmente replicada, chegando a inúmeros membros.
4:: Os funcionários
Você sabia que chegaríamos a isso. Mesmo os funcionários mais responsáveis têm lapsos, agem sem pensar ou julgam precipitadamente. Ninguém é perfeito o tempo inteiro.

A questão é que lidar com um comentário infeliz no escritório é uma coisa; tentar contorná-lo quando feito pela rede social é outra coisa. Exemplos não faltam, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Veja por exemplo o caso de James Andrews, então vice-presidente de relações públicas da agência de marketing Ketchum. Há dois anos, ele enviou um inflamado tuite, difamando a cidade de Memphis, no Tennessee. No dia seguinte, faria uma palestra no local, já que um dos clientes da empresa era ninguém mais ninguém menos que a FedEx, cuja sede fica lá.
Os empregados, irritados, questionaram a companhia, pedindo um esclarecimento de porquê ela estaria pagando tal agência nova-iorquina enquanto eles tinham de acatar um corte de 5% no salário. James Andrews teve de pedir desculpas publicamente, enquanto torcia para não ser demitido.
Observem que o incidente não se deu com um funcionário inconsciente da missão da empresa, mas com um executivo de alto escalão. Ele prejudicou a imagem da empresa e ainda fez com que ela perdesse uma conta importante. Agora, se Andrews foi capaz disso, imagine um empregado sem treinamento, ou mesmo insatisfeito com suas funções.
5:: Falta de política para mídias sociais
Essa é para os chefes. Sem uma política para mídias sociais, a empresa está sujeita a enfrentar uma crise a qualquer momento. Não se pode pedir aos funcionários, simplesmente, que eles representem dignamente a companhia na Internet. É preciso detalhar objetivos, parâmetros e limites.

Os dois principais pontos: Especifique quem está autorizado a agir em nome da empresa e o que se pode dizer. Seja claro, e evite que funcionários decidam por conta própria, pois, em geral, é a partir daí que coisas ruins acontecem.
Por fim, não esqueça que as corporações devem treinar os empregados para que eles tenham conhecimento da política utilizada para as redes sociais. E uma pessoa para coordenar a atuação da empresas nesses portais também é recomendada: Um gerente de mídia sociais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A TV Digital e as Possibilidades com Interatividade

Com o advento da TV Digital, e a possibilidade de maior interatividade, discute-se um novo meio de comprar bens de consumo ou adquirir serviços, através do controle remoto. Esta modalidade de compras é chamada de t-Commerce, que promete ser para a TV Digital, o que o e-commerce tem sido para a Internet. 

O t-Commerce vem pra facilitar ainda mais a vida do consumidor que utiliza  desses  meios  de  compra  como  o  e-commerce,  compras  pela  internet utilizando  o  computador,  ou  do  m-commerce,  termo  que  vem  do  inglês  “mobile commerce” ou comércio móvel que poder ser feito através de celulares, palmtops, PDA  ou smartphones  quando em movimento. Aproveitando a interatividade da TV Digital o t-commerce vem com a simples proposta de se fazer compra pela televisão. 
A compra poderá ser feita com a inserção de um smart card no controle remoto ou simplesmente digitando o numero do cartão de crédito. Enquanto o telespectador está  assistindo  TV  pode  se  interessar  pelo  aparelho  celular  que  aparece  no programa, e que não estará na cena por acaso, com alguns cliques no controle remoto pode adquirir o aparelho desejado. 
A primeira aparição de t-Commerce no Brasil foi da TV por assinatura Sky, que disponibiliza aos seus assinantes a compra de produtos e serviços pela tela da TV através do controle remoto, a Sky hoje conta com o número de 2,5 milhões de assinantes  e  possui  seus  decodificadores  ligados  a  uma  linha  telefônica  e  os usuários  para  desfrutarem  deste  serviço  têm  que  adquirir  um  controle  remoto especial. 

Nos Estados Unidos já é possível pedir pizza pela televisão, a TiVo  , está oferecendo este tipo de serviço aos seus usuários em parceria com a Domino´s Pizza, e avisam que isso é apenas o começo, em breve o telespectador poderá pedir uma série de guloseimas através do controle remoto.

Já no Brasil quem está tirando proveito dos aplicativos da interatividade é a Rede Globo testando alguns de seus recursos no Campeonato Brasileiro 2009, os torcedores poderão ter acesso à escalação dos times, resultados das partidas, quem  está  se  classificando  para  a  “Libertadores”  e  quem  está  na  zona  de 
rebaixamento. Segundo o diretor de engenharia da TV Globo, Raimundo Barros, nas próximas edições do Big Brother Brasil, já será possível acessar informações sobre cada participante, indicá-los ao paredão e votar em quem deve ser eliminado através do controle remoto.

Quem passará por grandes mudanças com a era da TV Digital é a publicidade. O comercial padrão da publicidade na TV de 30 segundos perderá força com a TVD, já que com a interatividade e a possibilidade de interagir, no conteúdo, e até mesmo gravar, é provável que o comercial fique de fora, os publicitários terão que se reinventar para se adaptar a essas mudanças. 

Nos  Estados  Unidos  o  DVR  TiVo  é  responsável  pela  perda  de  27 bilhões em publicidade, um estudo norte americano concluiu que 70% dos usuários do TiVo pulam os comerciais das redes de TV ao gravarem seus filmes e programas preferidos.
Uma  possibilidade  aos  publicitários  é  inserir  o  produto  vendido  no conteúdo televisivo, como por exemplo, numa novela, o que já vem acontecendo com freqüência, mas com a diferença de que o telespectador poderá compra o produto na mesma hora que está vendo.  

Como a interatividade não será para todos, já que para ter acesso ao conteúdo interativo é necessário conexão a internet banda larga ou modem GSM, e muitos ainda não têm condições de pagar por uma assinatura de internet banda larga  que  esta  em  torno  de  R$  89,00,  para  ter  acesso  à  interatividade,  é  bem provável que o comercial tradicional não desapareça assim de uma hora pra outra, o que não alivia muito o lado dos publicitários, já que terão que produzir comerciais em dois  formatos  (4:3)  tradicional  e  (16:9)  widescreen,  caso  contrário  quem  ver  o anúncio feito pra um tipo TV em outra, verá o comercial com tarjas pretas para completar  o  tamanho  da  tela.  Produzir  comerciais  em  alta  definição  é  uma 
possibilidade  também,  que  envolve  altos  custos  e  investimentos  da  parte  dos publicitários. Como os anúncios serão maiores e ocupará maior espaço na TV o custo  para  exibir  um  comercial  também  passará  a  ser  bem  maior.   

Outro  campo  em  que  a  TV  Digital  interativa  promete  grandes mudanças é na educação. O Brasil tem grande tradição em educação pela TV, como Telecurso 2000 e outros cursos à distância, inclusive cursos universitários (EAD).

A  interatividade  proporcionada  pela  TV  digital  será  muito  útil  na educação a distancia, melhorando ainda mais esse meio de ensino que já vem dando a certo há algum tempo. Com a interatividade o telespectador/aluno terá um canal de retorno imediato com o que esta sendo transmitido, esse canal de retorno pode ser usada para tirar duvidas, fazer exercícios, consultar bibliografias etc.   

A TV que há muito tempo servia como meio de entretenimento agora poderá ser usado fortemente na educação. 


Fonte: Artigo científico "A TV DIGITAL E A REVOLUÇÃO NA MANEIRA DE VER TV" publicado no "V ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, IV ENC DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E I ENC. DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA P/ O ENSINO MÉDIO" Link para artigo completo: http://migre.me/1EI3X